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Como a maioria dos jovens da minha vila, fui “ensinado” a seguir a religião católica. Sempre estive habituado a ver a minha avó sentada no sofá a rezar o terço, e a acompanha-la nas idas à missa. A quando da entrada para o 1º ano, pedi à minha mãe para ir à catequese. Fui, e aí fiz o meu caminho, e cresci como cristão, até fazer o crisma. Depois disso comecei a “descuidar-me” com as minhas responsabilidades como bom cristão. Penso que isso se deveu um pouco à falta de um grupo na minha paróquia para acompanhar os jovens a continuar a sua caminha. Com tudo isto, deixei de ir à missa com tanta frequência, tendo como única ligação à minha religião a oração que fazia à noite. Assim foi até entrar para a universidade.
Sempre disse que não gostava de ir estudar para longe da minha terra. Mas a verdade é que no momento de “escolher” para onde ir estudar (porque eu não tinha um curso bem definido na minha mente), pareceu-me que “qualquer coisa” queria que eu viesse parar a Faro. O que é certo é que de 6 opções, 4 foram cá.
Antes de vir, tive o prazer de conhecer 2 pessoas, que por sinal pertenciam a este grupo, e que, quando vim pela primeira vez para Faro, me levaram a assistir a um dos encontros. Confesso que das primeiras vezes ia sem muita vontade, para não ficar em sozinho em casa. O certo é que comecei a gostar de ir, e algo me chamou a continuar e a permanecer no grupo. Voltei a “cumprir” os meus deveres como bom cristão, e aprendi muito, muito mesmo, se calhar mais do que em 12 anos de catequese. No grupo fiz amigos, amigos, que como alguém diz “sei que posso contar com eles sempre que precisar”.
Aqui continuo a minha caminhada, e a cada dia que passa sinto que estou em crescimento. Abracei, com o resto do grupo, a ideia de ir em missão até Moçambique, mais propriamente “ Até Chimoio”.
Orgulho-me de pertencer a este grupo, grupo com que depois de acabar o meu curso vou ficar com uma enorme ligação. Obrigado a todos por me terem aceite, e fazerem com que me sinta bem no meio de vocês.

João Pedro S. Lemos

A Vocação de Te seguir, Senhor!

Para nós, a fé é o pilar que sustenta a nossa aliança com Deus. No dia do nosso Baptismo foi-nos colocado no coração uma semente, que precisa ser alimentada pelo amor, fidelidade, preserverança e oração em Cristo.
O que nos é “pedido” para que exista uma verdadeira adoração, contemplação e amor, é dificultado por sermos ainda seres incompletos e não reconhecer o desejo de uma confiança mútua, por não entendermos e não sermos gratos e por não aceitar que para amar é necessário suprimir pontos, desejos e ambições na nossa vida para que se possa obedecer verdadeiramente.
Mas, acima de tudo, queremos amá-Lo de todo o coração, sentindo o Seu fogo de amor na nossa vida, tentando ser fiéis a um Deus fiel.
Carlos Metelo, Paulo Lima, João Lemos, Soraia Niquice, Marlene Brito (Encontro 31/01/09).